terça-feira, 13 de setembro de 2011

Amir Slama dá palestra no IESB

Hoje teve palestra com o estilista Amir Slama no IESB. Amir, começou falando um pouco sobre sua carreira e como foi parar no mundo da moda. Falou sobre seu gosto pelo brasilidade e como Carmem Miranda o inspira neste ramo. Carmem dá ao Brasil uma cara de país legal e descolado. Assim como muitos dos estilistas que temos no palco da moda brasileira, Amir formou-se em história pela PUC de São Paulo, já que naquela época só havia o curso de moda da Santa Marcelina e cursos de modelagem por fora. Na verdade nunca teve vontade de lecionar, mas sim de trabalhar com pesquisa. Seu pai tinha uma confecção antiga em São Paulo e acabou adoecendo, então Amir e sua esposa Riva decidiram inaugurar a primeira loja usando as máquinas da confecção de seu pai, assim, em 1993, nasce a Rosa Chá. Falou do fato de ter uma moda muito dividida, como a lingierie e a moda pria serem totalemnte diferentes, e dos estilistas da época terem um segmento muito definido, o estilista que fazia roupas para a noite só fazia isso. E ele achou importante aprender modelagem para fazer uma moda praia diferenciada.

Além das lojas em São Paulo, abriu também uma no Rio de Janeiro, o que era muito importante, porque nessa época moda praia era sinônimo de Cidade Maravilhosa. Ele já achava muito complicado ter uma loja de moda praia em São Paulo, era algo de fato inovador, pois´o Rio sempre foi a grande referência. Naquela época a moda praia não era vista como um segmento da moda, como é visto hoje, por isso era ainda mais desafiador.
Como não haviam muitos recursos no início sempre procurou arranjar apaio para que pudesse participar das semanas de moda, para fazer as campanhas e catálogos. Foi quando a moda foi vista como um grande negócio. Amir até fala da questão de bons materiais e de tudo ter que ser importado, já que naquela época tudo que era bom era o produto que vinha de fora. Mencionou usar 80% de produtos importados no início da Rosa Chá, mas com o crescimento do mercado interno e da boa qualidade dos materiais ele disse que essa pocentagem caiu para 4%!
Bom, em 1997, iniciou o esquema de franquias, aumentando o número de lojas espalhadas pelas principais capitais brasileiras. Em 2002 teve sua primeira franquia internacional da Rosa Chá em Lisboa, Portugal. Assim adentrou o mercado intenacional! Com várias lojas espalhadas pelo mundo.
Daí Amir sentiu a necessidade de assinar a marca. Rosa Chá por Amir Slama, já que na época aqui no Brasil ele não era muito conhecido, e o engraçado foi ele dizer que as pessoas achava estranha uma marca chamada Rosa Chá ter um estilista homem como criador, portanto passou a assinar a marca.
Vendeu a Rosa Chá em 2009 e algum tempo depois a C&A o chamou para assinar uma coleção de fast fashion. Com o sucesso de venda da primeira coleção Amr cabou por assinar mais duas. O que o fez perceber que o mercado de fast fashion tem invertido melhor em qualidade além de tornar a informação de moda ainda mais democrática.
Agora criou uma marca com seu próprio nome, Amir Slama.






E eu, feliz e contante fiz minha perguntinha básica, falei sobre a visiam mundial sobre a sustentabilidade, e se hoje ele tem esse tipo de preocupação com a marca dele. E a resposta foi sim, claro, Amir falou que há sim uma preocupação desde o material que se usa, ao tipo de lavagem, a estamparia. E que hoje em dia não tem como não levar em conta a sustentabilidade! Além disso, falou que achou a pergunta muito boa e até reclamou por não ter feito pelo microfone. Hahaha!
Ahh, ele é super simpático, foi um fofo com todo mundo, respondeu todas as peguntas, e tirou fotos com todo mundo. Sempre sorrindo, fofíssimo!

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